SET UNIVERSITÁRIO    28/09/2009
A cara do público
Henrique Diebold
Lívia Stumpf

“Estamos em um período de transição”. A frase, que pode ser associada a vários pensadores, é do diretor de núcleo da Rede Globo Jayme Monjardim. No ar com Viver a Vida, novela do horário nobre da emissora, Monjardim esteve na PUCRS para o RBS Debates, que faz parte da programação do 22º SET Universitário. Ele se somou ao premiado diretor de filmes publicitários e cineasta João Daniel Tikhomiroff e ao professor da Famecos e também cineasta Fabiano de Souza, para debater o tema Linguagem x Públicos: Como produzir para as massas.

A sentença de Monjardim não significa que os amantes das telenovelas precisam temer pelos próximos capítulos. “As novelas são iguais há 40 anos, a diferença é o impacto tecnológico”, afirmou. A evolução da qualidade de imagem requer um melhor tratamento nas áreas de cenografia, figurino e maquiagem, mas isso não garante sucesso de audiência. Para Monjardim, ainda é necessário um autor talentoso que produza uma história na qual as pessoas se identifiquem.

João Daniel Tikhomiroff fez coro ao diretor da Rede Globo em relação à necessidade de ouvir o público. As pesquisas são hoje uma parte importante no desenvolvimento das novelas e do conteúdo em geral. Para seu primeiro filme, Besouro, que será lançado em 30 de outubro, Tikhomiroff comentou que precisou fazer alterações pontuais após as primeiras avaliações negativas, mas que também ficou otimista com os elogios. Para Monjardim, a televisão permite uma reação muito rápida por parte do espectador, e disse que “altera a sequencia de uma trama sem pudor, se for necessário”.

Monjardim também comentou sobre a pluralidade na televisão, a escolha dos atores e ainda recebeu currículos de alguns presentes, em um momento de descontração

A produção de minisséries também foi debatida no Centro de Eventos da universidade. Questionado pelo professor da Famecos Fabiano de Souza, Monjardim comentou que elas estavam se tornando pequenas novelas, e que a tendência é menos capítulos e um tratamento mais cinematográfico. O diretor completou dizendo que contar a história de sua mãe, em Maysa: Quando fala o coração foi seu maior desafio até hoje, pois envolveu o maior desligamento possível do lado pessoal.

 
 
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