FÓRUM DA LIBERDADE    17/04/2012
É na infância que a educação toma forma
por Adriano Pinzon
Cláudia Costin e Stephen Hicks (ao fundo) apresentaram dados educacionais do Brasil e dos Estados Unidos (Foto: Priscila Leal)

No 6º painel da segunda e última noite do 25º Fórum da Liberdade, o evento recebeu os palestrantes Cláudia Costin, professora universitária na Fundação Getúlio Vargas (RJ) e secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, e Stephen Hicks, professor de Filosofia e diretor do Centro de Etnias e Empreendedorismo da Rockford College, Illinois, nos Estados Unidos. Os professores abordaram o tema Educação: obedecer, pensar ou criar?, mediados pelo publicitário Tiago Mattos, diretor da Perestroika.

Cláudia Costin apresentou um panorama da educação brasileira, apontando o crescimento do acesso ao ensino médio no país, que de 1930 para cá aumentou em mais de 70%, o surgimento da cultura de avaliações do ensino, como a prova do ENEM, e a queda do analfabetismo. Apesar de citar a criação do piso salarial para professores como uma inovação, Cláudia criticou os salários dos professores, dizendo que eles “sempre foram ruins no Brasil”.
 
Tratando-se mais particularmente da educação nas escolas municipais do Rio, a educadora falou sobre projetos de grande importância para ensino fundamental de escolas públicas da cidade. Lá, o aluno é avaliado por bimestre, para que em casos de dificuldade de aprendizado o estudante faça aulas de reforço, evitando a reprovação no final do período letivo. Também são disponibilizadas apostilas feitas pelos professores e um portal de aulas digitais. Os alunos são familiarizados à língua inglesa desde o primeiro ano escolar.

Segundo Cláudia, esses e outros fatores fazem com que o aluno desenvolva hábitos e valores enfatizando o esforço pessoal e a autonomia, sem deixar de lado o total apoio dos pais, que são conscientizados pelos professores. “A educação infantil deve ser a fase decisiva na educação”, declarou.

Logo após, foi a vez do professor universitário canadense Stephen Hicks dar sua colaboração para o painel. Vivendo nos Estados Unidos há sete anos, o professor abordou o empreendedorismo americano como resultante do conhecimento que se adquire desde cedo.

Para retratar esse tema, Hicks contou sobre um fato ocorrido no ano passado nos Estados Unidos. Professores japoneses visitaram escolas americanas a fim de saber porquê os Estados Unidos formam tantas pessoas inovadoras e criativas. Para os japoneses, a nova geração acompanha o trabalho de outros japoneses que foram inovadores tempos atrás, e que, de certa forma, esse novo público acaba imitando seus precursores. O que eles descobriram com as visitas? A inovação não é ensinada nas escolas. Os EUA possuem uma cultura característica que vem de berço. “No país, se aprende muito fora da sala de aula. Desde cedo, por exemplo, os pais influenciam muito seus filhos a aprenderem diversos instrumentos musicais”, afirma o professor, que destacou ainda as atividades extracurriculares e o aprendizado através da televisão norte-americana, que apresenta uma programação de qualidade.

Na infância, conforme Hicks, a criança deve possuir uma estrutura positiva em casa, e que aprender seja uma “diversão séria”, fazendo com que o aprendizado seja facilitado. Assim, cada um será um empreendedor. “A maioria das pessoas atuará em empresas inovadoras. O pensamento empreendedor é fundamental, e começa desde cedo”, concluiu.

 
 
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