FÓRUM DA LIBERDADE    18/04/2012
Mudanças no Brasil passam pelo enfrentamento contra as drogas
por Marcos Westermann
Efraim Moraes Filhos (E), Manoel Soares e Marcelo Dornelles encerraram o 25º Fórum da Liberdade

“Muito obrigado a todos que permaneceram aqui até agora. Será muito proveitoso, porque, de maneira muito construtiva, o pau vai quebrar”. Foram com essas palavras que o debatedor Manoel Soares deu início ao último debate do 25º Fórum da Liberdade, no início da noite desta terça-feira. A discussão Drogas, violência & liberdade teve como palestrantes Marcelo Dornelles, promotor de Justiça e presidente do Instituto Crack Nem Pensar, e o deputado federal Efraim Moraes Filho.

Da mesma forma como iniciaram todos os outros painéis, os palestrantes tiveram alguns minutos para passar suas principais ideias ao público. Dornelles foi o primeiro a falar e não fugiu da discussão, responsabilizando todos pelo que acontece na sociedade. “O crack é apenas um símbolo das drogas. Ele representa todo o resto e é um problema nosso”, afirmou. Para o promotor, a força com que o crack chegou no cotidiano das pessoas mostra a falta de preparo com que elas lidam com este tipo de caso. “É uma falta de articulação completa”, classificou.

Dornelles apresentou ao público alguns dados que comprovam a preocupação cada vez maior com os entorpecentes. Segundo ele, 3% da população brasileira usa drogas, o que significa seis milhões de pessoas. Além disso, 90,7% dos municípios do país já tiveram algum contato com o crack, especificamente. 

Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Moraes Filho começou a participação trazendo à discussão o tema principal do Fórum: o Brasil em 2037. Foi nesse momento que a abertura feita por Manoel Soares começou a fazer sentido aos presentes. “É importante saber que para chegar até lá é necessário conhecer as tarefas de cada um. Não adianta querer pensar no futuro, sem passar pelo problema das drogas. Não são apenas estatísticas, são pessoas”, disparou o deputado.

“Eu já vi muitos casos em que a droga rebocou casa, pagou o gás e sustentou a família. Como chegar para um moleque favelado, de 17 anos, sem perspectiva alguma, e falar para sair do tráfico, se esse é tão rentável?”, indagou, ao fazer referência ao Presídio Central, que movimenta, segundo seus cálculos, no mínimo R$ 600 mil por mês. “Eu discordo. Não podemos acreditar que todo o pobre vai virar traficante. Há muitos exemplos que provam o contrário”, rebateu Dornelles, muito aplaudido pelo público, quando o debate já se encaminhava para o final.

 
 
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